Executive Creative Director

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The first creative female roadmap 

 
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2017

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Pt

Não é de hoje que a indústria da comunicação contribuiu para a cultura machista. Criou estereótipos como os da “família margarina” e da “gostosa da cerveja”. E não à toa, que 65% das mulheres não se sente representada na propaganda atual. Apesar de representar 85% do poder de compra*

Irônico, mas tem explicação: existem menos de 20% de mulheres na criação das agências. E quando falamos de liderança a porcentagem cai para 2%.Incomodadas com essa realidade Laura Florence e Camila Moletta, lidealizaram o MORE GRLS. O primeiro mapa de talentos femininos nas áreas de publicidade, design e conteúdo.

Mapear os talentos é o primeiro passo para valorizar as criativas que apesar de todas as dificuldades, estão no mercado. É preciso conseguir achar fácil e saber quem são essas 20% de sobreviventes.

Não se trata apenas de um banco de portfólios para quem procura emprego. Mesmo que a criativa esteja bem feliz na sua agência atual, estar no MORE GRLS possibilita que jornalistas e organizadores de juri a encontre também. Porque além de serem em menor número, as criativas também sofrem de falta de exposição na mídia e pouca participação em festivais.

Para incentivar os cadastros foi criado o Movimento +UMA, idealizado pela Renata Decoussau do Creative Shop do Facebook.

A ideia é ressignificar a expressão “Mais uma” e mostrar que quando o assunto é mulheres na criação, não é legal ser a única. Não é exclusividade, é desigualdade. O bom é ser +Uma que cria, que existe, que pensa diferente, que soma.

Chegando na plataforma, o “buscador” vai poder encontrar talentos femininos categorizados por área de atuação, habilidade, cidade e nível profissional. Além de saber quem está disponível para freelancer ou disposta a mudar de cidade.

Nossa campanha de lançamento contou com um filme protagonizado pela Gisele Itiê e dirigido pela Juliana Curi da Damasco filmes. O objetivo é divulgar a plataforma e alertar que o problema impacta nossa sociedade como um todo, não somente um nicho de mercado.

Além da plataforma, o MORE GRLS desafia o mercado com metas. Para as agências o pedido é de 50% de criativas até 2020. Para os jornalistas, a missão é entrevistar pelo menos uma criativa por edição especializada. Para os recrutadores, a recomendação é ter o mesmo numero de mulheres e homens nos processos seletivos. E finalmente para clientes, os verdadeiros aceleradores da mudança, o pedido é que investiguem suas agências e exijam que eles cumpram a meta 50/50 até 2020.

Nossos próximos passos incluem mapear novas especialidades, exportar a plataforma para outros países e alimentar o mercado com dados e resultados.

Como todo movimento que visa a equidade de gêneros, ainda tem muita estrada para andar. Mas é preciso dar o primeiro passo.

 

En

The advertising industry has always contributed to a sexist culture, creating stereotypes like the “perfect mother” and the “sexy beer girl”. It's not surprising that 65% of women don’t identify with their portrayal in traditional advertising, even though they account for 85% of all consumer purchases.

Ironic, but there is an explanation: women make up for only 20% of creatives in advertising agencies in Brazil.

Troubled by this scenario, Laura Florence and Camila Moletta, created MORE GRLS. The first roadmap to female creative talent in advertising, design and content.

Mapping talents is the first step towards changing this reality. We need to know and value the creatives that, despite the hostile environment, are still working in the field.

It’s important to emphasize that it is not only a "portfolio showcase", it’s also a hub for journalists and festival organizers to find the best women for their editorials and jury panels - women also face low visibility and participation in awards.

The platform categorizes talents according to creative field, skills, experience and city. It also tells you who is available for freelancing or willing to move for an opportunity.

To promote MORE GRLS, the launch campaign was designed in partnership with Facebook Creative Shop, through Renata Decoussau and Fernanda Curi, using Facebook and Instagram platforms to spread the word and engage the female creative community.

The film was directed by Juliana Curi from Damasco Filmes and included an entire set made up of only women. Besides talking about the platform, it shows how this kind of gender inequality affects the whole society, not just the advertising industry.

MORE GRLS also set up goals for different stakeholders: for agencies, the goal is to have 50% of women in creative departments by 2020; for journalists in specialized media, the mission is to interview at least one creative woman per issue; for recruiters, we recommend recruiting the same number of men and women for job opportunities; and finally, our special request to clients, the ones that will truly accelerate change: watch your agency closely and make sure that the 50/50 by 2020 goal was achieved. 

Next steps include mapping new creative fields, take the platform to other countries and use its data to inform the industry.

As with every initiative that aims to generate impact, we know there’s a lot to be done. And MORE GRLS is the first step.

 
 
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